terça-feira, 27 de janeiro de 2009
MEDIDAS PARA REDUZIR O AQUECIMENTO GLOBAL
"Modificar os hábitos será complicado", admitiram os especialistas da consultoria McKinsey neste estudo, apresentado na presença do comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas.
Contudo, segundo eles, estes pequenos gestos do dia a dia podem permitir evitar rejeitar na atmosfera 3,5 a 5 bilhões de toneladas de gás carbônico daqui a 2030.
O estudo lista 200 ações possíveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, entre os quais o CO2, e limitar o aquecimento do planeta a 2 graus Celsius em 2030.
"Reduzir o número de viagens de negócios e os deslocamentos privados, trocar o carro pelo trem, aceitar diminuir o ar condicionado ou o aquecedor e limitar o consumo de carne", são algumas opções, segundo os autores do estudo.
Entretanto, a maior parte dos esforços deve se concentrar na eficiência energética nos transportes e na construção, no desenvolvimento de fontes de energia não fósseis, como os biocombustíveis, e no combate ao desmatamento.
"O custo do esforço para o mundo deve ser de 200 a 350 bilhões de euros por ano até 2030, e permitirá evitar rejeitar 38 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera" durante este período, segundo o estudo.
"A Comissão Europeia vai apresentar quarta-feira propostas e financiamentos" para a cúpula de Copenhague sobre o clima, prevista para dezembro deste ano, lembrou o comissário Dimas.
A Comissão deve recomendar um aumento progressivo dos investimentos com um objetivo: 175 bilhões de euros em 2020, entre os quais 30 bilhões para ajudar os países mais pobres nesse âmbito.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Cientistas americanos descobriram na Patagônia, região no sul da Argentina, um fungo capaz de produzir componentes como os que se encontram na gasolina diesel.O fungo poderia ser potencialmente uma nova fonte de energia limpa, segundo o artigo publicado na revista científica Microbiology.O fungo, batizado de Gliocladium roseum, foi descoberto em uma árvore ulmo (Eucryphia cordifolia) por cientistas da universidade do Estado de Montana, nos Estados Unidos.O Gliocladium roseum gera várias moléculas diferentes que produzem hidrogênio e carbono, e que são também encontradas no óleo diesel. Os cientistas trabalham agora em criar o que chamam de "mycodiesel", um combustível limpo a partir da nova descoberta."Este é o único organismo que demonstrou ser capaz de produzir esta combinação importante de substâncias combustíveis", disse o professor Gary Strobel, que conduziu a pesquisa."O fungo pode inclusive produzir estes combustíveis de diesel a partir da celulose, que poderia ser uma melhor fonte de biocombustível que qualquer uma das que se usa atualmente", opina o cientista.Hidrocarbonetos - Muitos tipos de micróbios podem produzir hidrocarbonetos, que são compostos formados de hidrogênio e carbono.Os fungos que crescem na madeira parecem produzir uma série de compostos potencialmente explosivos."Quando examinamos a composição do Gliocladium roseum, ficamos totalmente surpreendidos de ver que ele estava produzindo uma variedade de hidrocarbonetos e derivados de hidrocarbonetos", disse Strobel. "Os resultados foram totalmente inesperados."Posteriormente, quando os investigadores cultivaram o fungo em laboratório, ele foi capaz de produzir um combustível que, segundo eles, é muito similar ao óleo diesel usada em automóveis e caminhões.Outra vantagem potencial do combustível, segundo Strobel, é que ele pode ser produzido diretamente da celulose, o principal composto das plantas e do papel.Quando se utiliza plantas para produzir biocombustíveis, elas precisam primeiro ser processadas para depois serem convertidas em compostos úteis, como a celulose.Mas no caso do Gliocladium roseum, ele pode produzir o "mycodiesel" diretamente da celulose."Isso significa que o fungo pode produzir combustível saltando-se um grande passo no processo de produção", diz Strobel. (Fonte: Estadão Online)
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Obter água a partir da umidade do ar não é uma técnica nova. Na verdade, ela era mencionada na Bíblia - há milhares de anos. O orvalho da noite já era armazenado para irrigar plantações. Mas uma empresa israelense desenvolveu um método de obter água a partir do ar em grande escala, o que pode ajudar a resolver problemas em muitos países.
De acordo com o Dr. Etan Bar, executivo-chefe da EWA, com sede em Beersheba (no deserto do Neguev), o processo tem três etapas: a primeira é a acumulação da umidade do ar em flocos de sílica. A segunda etapa é a remoção da água e a terceira, a condensação, usando aparelhos à base de pequenos volumes de biodiesel ou outro combustível. Ainda segundo o Dr. Bar, o processo apresenta custo reduzido porque a água pode ser obtida a partir de pequenas unidades de condensação - sem custo de transporte.
A chave está tecnologia de adsorção - que emprega um sólido silica para apanhar a água - e um condensador especial que reutiliza mais de 85% da energia consumida no sistema. As fontes de energia renováveis, tais como a energia solar, biocombustíveis, calor residual ou mesmo o calor a partir de matéria orgânica são compatíveis com o sistema.
A empresa, que foi fundada em 2006, baseia-se em nove anos de pesquisa pelo cientista Dr. Etan Bar, um ex-pesquisador na Universidade Ben Gurion.
Apesar de água limpa para beber e tomar banho parece como um direito humano básico, para a maioria do mundo "pobre” é um luxo. Segundo o executivo da EWA um quilômetro cúbico de ar contém 10 a 40 mil toneladas de água - o suficiente para abastecer pelo menos 100 mil pessoas com todas suas necessidades da água, explica Bar.
A EWA, que faturou US$ 100 mil em 2007, planeja chegar ao final deste ano com US$ 5 milhões de faturamento, atingindo US$ 100 milhões em 2009, por conta da enorme demanda - principalmente da África, índia e Austrália - por unidades de produção de água a partir do ar.
domingo, 12 de outubro de 2008
DETER registra em agosto 756 km2 de desmatamento na Amazônia 29/09/2008
Com imagens dos satélites Landsat e CBERS, que apresentam melhor resolução espacial (20 e 30 metros), o INPE faz a qualificação dos dados do DETER, que usa sensores cuja baixa resolução (250 metros) é compensada pela capacidade de observação diária. O Relatório de Avaliação, disponível no site www.obt.inpe.br/deter, mostra que 89% das áreas apontadas pelo DETER foram confirmadas como desmatamento. Foram avaliados 420 Alertas, que representam 446 km2 ou 59% da área total dos polígonos (756 km2) indicados pelo DETER no mês de agosto.
Os Alertas indicaram principalmente desmatamentos por corte raso (67,5%) e por degradação florestal de intensidade alta (17%), categorias em que a resposta do solo é predominante sobre a cobertura florestal escassa. O sistema DETER foi preciso principalmente na detecção de polígonos maiores que 1 km2.
Os polígonos não confirmados como desmatamento (11%) eram na maioria menores que 2 km2. Para os técnicos do INPE, estes resultados comprovam que os Alertas do DETER são eficientes para orientar a fiscalização e indicar as áreas prioritárias para a vistoria de campo.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
INPE mede concentração de ozônio na Patagônia 26/09/2008
No último dia 17 de setembro, o buraco na camada de ozônio atingiu 27 milhões de Km2, indicando que o fenômeno em 2008 está tão intenso quanto em 2007. “O buraco já atingiu a Estação Antártica Brasileira nos dias 15 a 17 de setembro com uma queda de 25% na concentração do ozônio na região”, relata a Dra. Neusa.
O último recorde em área de destruição do ozônio ocorreu em 2006, quando atingiu 29,5 milhões de Km2. Naquele ano, em média o buraco teve 26 milhões de Km2 entre setembro e outubro.
“Não podemos prever se neste ano será maior do que em 2006, mas se continuar assim poderá ser tão grande quanto”, comenta a pesquisadora do INPE, lembrando que em 2007 o buraco permaneceu ativo por mais tempo, até o final do mês de novembro, embora sua área tenha sido 15% menor. “O normal é o buraco se fechar no início de novembro”.